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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Uma Homenagem a Harry Potter + Cine-Crítica Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2


No longínquo 2001 eu estava na sexta série, e tinha um colega que vivia falando de um livro maravilhoso que ele havia lido. Tratava-se de Harry Potter e a Pedra Filosofal. Como este colega tinha certo crédito (o cara era/é inteligente pacas), criei grandes expectativas para a adaptação cinematográfica que sairia no fim do ano.

Bastou assistir ao filme de Chris Columbus para ficar enlouquecido. Pode parecer exagero, mas aquilo foi um marco na minha vida (assim como algumas outras obras dos mangás, cinema Etc. mas HP é a minha preferida) . As eras se dividiram em Pré HP/Pós HP. Isso por que eu cresci lendo essa série, e como milhões de crianças e adolescentes, envelheci junto com os personagens, amadureci com eles.

Hoje em dia, pegar o primeiro livro para ler traz um certo estranhamento. A escrita de Rowling era bem mais simples e a história mais infantil. Mas quando lemos a partir do quarto, esse estranhamento desaparece. É o volume onde tudo fica mais sombrio e adulto. E segue assim até o fim.

Existem muitos pontos a se chamar a atenção quando o assunto e HP. Mas para mim, a maior realização de J.K. Rowling foi criar um
mundo absurdamente criativo, e povoá-lo com... sei lá, talvez uma centena de personagens adoráveis, ou que adoramos odiar. Todos os coadjuvantes são incrivelmente carismáticos, tanto que o próprio Harry fica meio esquecido no meio deles. É muito raro uma pessoa dizer que seu personagem favorito é o Harry.



Muitos dizem que o valor literário da série é nulo. Pseudo-Cults, leitores de livros clássicos que não aceitam que nada novo seja também excelente. Os clássicos são clássicos por um motivo, eu entendo, mas nada impede que uma obra nova se firme como um clássico. Harry Potter é uma obra que vai ser lembrada e lida daqui a cinqüenta anos (se a humanidade chegar até lá). Se você não leu ainda, ou não conhece os filmes (se é que existe alguém que não tenha visto pelo menos um filme...), e alguém chegar pra você e disser que é puro hype, que os livros não são lá essas coisas, não acredite! Leia e tire as suas conclusões, não seja como alguns que criticam sem conhecer nem mesmo o mínimo. Para os Pseudo-Cults, saibam que O Senhor dos Anéis foi muito mal falado pela crítica da época, e hoje é considerado a maior obra de fantasia do século passado.

Deixe-se levar por essa história. Mesmo que o furor esteja acabando agora depois do lançamento do último filme, a obra vai continuar excelente como sempre. A leitura da série é hipnotizante. Nunca antes nenhum livro me prendeu tanto quanto qualquer um da série.

Aqui deixo algumas das minhas preferências pessoais sobre a série. Quem estiver lendo, esta postagem, deixe também as suas preferências nos comentários.

Personagem Favorito: Luna Lovegood (que quase não aparece nos filmes :/)

Livro Favorito: Harry Potter e o Enigma do Príncipe

Filme Favorito: Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2


+

Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2 – Resenha



Finalmente chegou ao fim a saga de mais de dez anos de Harry Potter no cinema. O gosto é agridoce... Acabou... É difícil acreditar. É um dejá vu de quando acabei o último livro, uma sensação de vazio. Quando li As Relíquias da Morte, essa sensação veio junto com uma imensa satisfação pela forma espetacular com que J. K. Rowling terminou a história. E agora, esse sentimento se repete também com o excelente desfecho cinematográfico.

Tecnicamente Falando...

Simplesmente não há o que reclamar da parte técnica do filme.

A trilha sonora é um espetáculo, a melhor até aqui, unindo algumas das já clássicas músicas de John Williams com composições novas maravilhosas e muito bem utilizadas no filme.

A fotografia segue o padrão do último filme, ou seja, escuro pra caramba. Dark mesmo. Mas ainda assim muito bonito.

David Yates manda bem na direção, construindo planos belos, que eu não esperava ver.

E é claro, os efeitos especiais estão magníficos. A maioria das criaturas do filme estão absolutamente convincentes, e os duelos são espetáculos a parte.

Vale lembra o sempre ótimo desenho de produção, que deixa os cenários lindos para depois serem destruídos.

Opiniões Gerais

O que muitos fãs querem saber quando não viram, e meter o pau depois de assistirem? A fidelidade para com os livros. Não o filme não é muito fiel. Muita coisa foi mudada em prol da pirotecnia e algumas coisas foram acrescentadas. Cortes? Não me lembro de nada importante que não tenha sido colocado. Não mostra o Harry reparando a varinha de pena de fênix, mas que eu me lembre é só isso.

As mudanças não foram de forma alguma ruins. Claro, aquela batalha final movimentada e cheia de explosões é muito estranha para os fãs, mas rende um espetáculo visual de primeira. A cena do ataque dos comensais ao escudo de Hogwarts é uma bela homenagem as épicas batalhas medievais. No filme, alguns dos coadjuvantes ganham um destaque a mais na batalha de Hogwarts, como Simas Finnigan, que vivia explodindo as coisas nos filmes anteriores, agora é incumbido de detonar Hogwarts se for preciso. A grande participação de Neville na destruição das Horcruxes é bem mais legal no livro, mas está presente também no filme. Além disso, sobra bastante espaço para o humor no meio de todo o sofrimento e da destruição que toma conta da escola.



As atuações estão muito boas. O trio principal evoluiu muito com o passar dos anos. Claro, ainda falta muito para serem grandes atores, mas estão muito bem. Os veteranos como Michael Gambon e Maggie Smith entre outros continuam ótimos como sempre. Gary Oldman faz uma pequena ponta em uma cena e nem me lembro se ele fala alguma coisa. Dos outros jovens, o que mais chama a atenção é Mathew Lewis, como Neville Longbotton, que tem uma participação maior nesse filme e realmente demonstra a mudança ocorrida com o personagem nesse último ano. Para falar de Alan Rickman, começo um novo parágrafo.




Se há um destaque supremo no quesito atuações, é Alan Rickman, como Severo Snape. Todas as suas cenas nesse filme são de tirar o fôlego. Claro, ele é o personagem mais “favorecido” pelo roteiro, com as cenas mais difíceis, e as tira de letra. Não tem como não se emocionar nas cenas (SPOILLERRRRRRRRRR!!!!! Pule para o próximo parágrafo se não assistiu o filme ou não leu o livro. São os maiores Spoillers da série, e talvez as melhores passagens dela. Ah, vai ler assim mesmo? Não diga que eu não avisei) de sua morte – muito bem filmada, diga-se de passagem - , o seu flashback ou até mesmo na luta com a professora McGonagall, onde ele não pode atacar, mas também não pode demonstrar isso. É impressionante ver como um ator consegue trazer um carisma tão grande ao seu personagem depois de causar tanta antipatia nos filmes anteriores. Depois dessa, sou fã declarado.




O fim do filme, os 19 Anos Depois, não gostei muito pelo fato de os próprios atores jovens fazerem os personagens coroas já. Mas, por outro lado, usar outros atores poderia ser catastrófico.

Ah... acabou. Você que é fã, faça como eu, chore o filme inteiro. Você que não é, que só acompanhou os filmes, faça isso também! Se você não conhece, não devia nem estar lendo a resenha do último filme! Vá assistir o primeiro filme ou ler o primeiro livro! Acabou... Mas a série de J. K. Rowling estará para sempre imortalizada nos nossos coraçõezinhos!


*Nossa, que frase mais brega essa última!

** Mas é verdade!

*** S2

Nota:9,0
Postagem disponível também no blog O Caldeirão Furado .

domingo, 27 de fevereiro de 2011

O que achei do Oscar 2011


Não tendo assistido aos favoritos desta edição do Oscar, vou dar a minha opinião baseada nas minhas torcidas, que por sua vez foram baseadas no que eu li (críticas, opiniões do público), e claro, minhas vontades como cinéfilo (vou dar um upgrade na postagem quando tiver assistido a todos os indicados)

A princípio estou decepcionado mais uma vez com o Oscar. No ano passado, achei "Avatar" um filme melhor do que "Guerra Ao Terror". Achei que teria sido justo que o Oscar de melhor direção fosse para Kathryn Bigelow, e o de melhor filme para a obra de James Cameron. Mas, não teria achado tão justo assim, já que na minha opinião "Bastardos Inglórios" era melhor do que os dois. Este ano, tinha minhas fichas apostadas em David Fincher(A Rede Social) para melhor diretor. Afinal, ele é responsável por filmes espetaculares, filmes que tinham gravado o nome de Fincher, não só pelos créditos finais, mas também por que seu trabalho de direção é quase sempre muito diferente e inovador. Entre seu trabalhos estão "Seven: Os Sete Crimes Capitais", "Zodíaco", "O Curioso Caso de Benjamin Button", e o maravilhoso "Clube da Luta". Fincher nunca ganhou um Oscar, e mais uma vez deixaram pra próxima. Como era a primeira indicação de Tom Hooper(O Discurso do Rei), imaginei que a academia iria premiar Fincher pelas inúmeras injustiças (quando foi indicado e quando não foi), e entregar o Oscar de melhor filme para "O Discurso do Rei". Seria mais justo e mais coerente. Porém, ambos os prêmios foram para o filme de Hooper. Será que vão fazer com Fincher o mesmo que fizeram com Martin Scorcese? Esperar ele ser indicado trezentas vezes para lhe darem um Oscar por um filme menor do que seus trabalhos anteriores? (Os Infiltrados é um dos meu filmes favoritos, mas claramente causou menos impacto que as obras anteriores de Scorcese: "Taxi Driver" e "Touro Indomável")

Enfim, de qualquer forma, torcia para que "A Rede Social" levasse os tudo, por que tanto da parte do público quanto da crítica, o filme sobre Mark Zuckerberg tem sido bem mais elogiado (e, assim como Quentin Tarantino, eu não teria ficado desapontado com uma escolha por "Toy Story 3"... sonhar não custa nada, e mesmo assim, estou feliz por este ter ganho melhor animação).

Já nas outras indiacações, acho que as escolhas se mostraram mais acertadas. Colin Firth era um nome certo para melhor ator, já que no ano passado ele perdeu para Jeff Bridges, então era óbvio que ele seria recompensado agora. Torcia por Jesse Eisemberg, mas sabia que ele não levaria. Concordei também com todos os prêmios de "A Origem"(inclusive o de fotografia, ao contrário do José Wilker), "Alice no País das Maravilhas" (direção de arte e figurino). Já em melhor canção, gostei mais da música "If I Rise" de "127 Horas".

Quanto a melhor atriz, adorei a escolha por ser fã de Natalie Portman, e mesmo não tendo visto "Cisne Negro", o pouco que vi me convenceu. Torcia para a jovem Hailee Steinfeld para atriz coadjuvante, por que nas poucas cenas que vi de Bravura Indômita, ela parece ser dona de um grande carisma. Finalizando, sendo fã (também) de Cristian Bale, gostei de vê-lo levar o prêmo de melhor ator coadjuvante.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Top 10 (12) RPGs do PSX

Meu Playstation 2 pifou. Quando isso aconteceu, tive de pedir o PSX de um amigo para, bem ou mal, manter meu vício (alguns dias depois da tragédia, a abstinência já fazia minhas mãos tremerem...). Com isso, mergulhei mais uma vez, no lindo mundo dos games 32-bits, principalmente RPGs. Ah! Tantas lembranças! A batalha contra Eve sobre uma carruagem puxada por cavalos em chamas em “Parasite Eve”... Uma luta extraordinária, com certeza! A dificílima luta contra Ifrit em “Vagrant Story”. De Final Fantasy VII me vem a mente “One Winged Angel”, a morte de uma personagem querida e uma batalha contra um chefe insignificante, que poucas pessoas devem lembrar, chamado “Materia Keeper”. Esses e outros games, me trazem memórias maravilhosas, marcaram a minha vida como grandes filmes e me fizeram ver os games como forma de entretenimento e como forma de arte na mesma proporção.
Então decidi fazer um Top 10 dos melhores RPGs do Playstation. Mas lembrei de mais um que definitivamente não podia ficar de fora, e o Top 10 virou um Top 11. Tudo bem então. Mas então lembrei de mais um, e como a coisa já tinha virado bagunça mesmo, o Top 11 se tornou um fabuloso Top 12!
Espero não despertar a ira de ninguém que leia isso. O Top é uma mistura de opiniões totalmente parciais (principalmente com relação às colocações), e de bom senso, já que não incluí alguns títulos de que gosto mais (cof cof, Koudelka) por reconhecer a superioridade técnica e artística de outros games, embora, obviamente, eu goste de todos os games do Top. Também faço uma ressalva quanto a algumas séries que não possuem representação na lista, como “Suikoden”, ”Persona” e “Wild Arms”. Nunca consegui por as patas em Suikoden 1 ou 2. Quanto a “Wild Arms”, joguei apenas o 2 no Playstation 1, e pela metade até o presente momento. E “Persona” (série da qual sou fã por causa dos títulos para Playstation 2), consegui apenas o Persona 2: Eternal Punishment para o 32-bits da Sony e o estou jogando atualmente.
Além do comentário referente a cada jogo presente na lista, achei por bem incluir minha batalha favorita de cada um deles, por que além da história, grandes RPGs tem alguns de seus melhores momentos justamente em batalhas épicas!
Então, vamos a eles!

12 – Breath of Fire III (Capcon- 1996)
Talvez não tenha envelhecido tão bem quanto os outros games deste Top, mas a mistura de 2D com 3D de BoF III ainda agrada aos fãs de RPGs. Músicas excelentes e um sistema de batalha simples, incrementado com a opção Gene (que permite ao seu personagem transformar-se em diversas espécies de dragões) fazem deste um título indispensável em qualquer coleção. Confesso que este é um dos três jogos desta lista que ainda não terminei, mas a sua qualidade evidente o faz merecer sua presença no Top.
Batalha preferida: N/A.

11 - The Legend of Dragoon (Sony - 2000)
RPG de peso produzido pela própria Sony. Traz deslumbrantes cenário pré-renderizados, belas trilha sonora, direção de arte e história, além de um dos mais viciantes sistemas de batalha que já vi, que me fez jogá-lo certa vez durante 9 horas seguidas (meu recorde no Playstation 1) sem enjoar. Talvez devesse estar melhor colocado...
Batalha preferida: O último confronto contra o Divine Dragon, por ter sido a batalha mais difícil do jogo pra mim.

10 – Valkirie Profile (Tri-Ace - 2000)
Enredo baseado em mitologia nórdica, sistema de batalha voltado para a ação, trilha sonora soberba e os melhores gráficos 2D que seu Playstation é capaz de gerar. Precisa mais alguma coisa? Que tal uma lição de vida vinda de cada personagem do jogo? O segundo desta lista que não terminei ainda.
Batalha preferida: Até o momento, Lezard Valleth, no fim do quarto capítulo.

09 – Final Fantasy IX (Squaresoft - 2000)
Depois de FF VII e VIII, achei difícil que o IX pudesse ser tão bom. A Square manteve a qualidade dos predecessores em relação à história e levou os gráficos ao limite do console. Além disso, FFIX tem até hoje, a melhor direção de arte da série.
Batalha preferida: Com certeza, o confronto contra Kuja antes da batalha final, por possuir a melhor música do jogo.

08 – Grandia (GameArts – 1997/1999)
Grandia na época era o projeto mais ambicioso da pequena GameArts. Tudo no jogo esbanja esmero e capricho. Bons gráficos pra época, trilha excelente, composta por Noriyuki Iwadare. A trama não é o destaque, mas ainda assim é muito boa, com personagens muito carismáticos. Mas o melhor mesmo são as lutas. Um sistema que mescla perfeitamente o ATB (Active Time Battle) de Final Fantasy, com estratégia, fazendo das batalhas sempre desafiantes na medida certa.
Batalha preferida: O chefe de Ghost Ship, o primeiro que derrotei com a inteligência ao invés da força bruta!

07 – Final Fantasy VIII (Squaresoft – 1998)
Meu primeiro FF. Lembro que fiquei maravilhado com as cenas em CG absurdas e com as animações dos GFs. Personagens de proporções reais, história totalmente voltada ao romance, um belo sistema de jogo, e claro, visual e trilha de primeira.
Batalha preferida: Sorceress Adel, brilhante.

06 – Parasite Eve (Squaresoft – 1998)
Chegamos a um título que eu colocaria lá em 4º se o já falado bom senso não me impedisse. O RPG mais cinematográfico do PSX. Muitos reclamam, dizem que a personagem é lenta demais para se movimentar, ou falam mal do sistema de batalha (loucura, já que este jogo foi o que veio a influenciar o sistema de Vagrant Story). Mas sabe de uma coisa? O que vale em PE é o clima tenebroso, capaz de assustar mais que muito “Resident Evil” por aí. A trilha sonora arrebatadora de Yoko Shimomura (sim, a mesma de “Kingdom Hearts”), a história e, na minha opinião, o dinamismo do sistema de jogo. Se o jogo tem algum defeito, é ser curto demais para toda a sua excelência.
Batalha peferida: O chefe final, aterrorizante, difícil e tenso.

05 – Final Fantasy Tactics (Squaresoft – 1997)
Quem nunca jogou um RPG estratégico deveria começar com esse aqui. Não é difícil de aprender a jogar, como muitos pensam. Mas precisa de dedicação para conseguir-se os melhores resultados. A história do jogo é maravilhosa e faz você querer saber o que vai acontecer. As batalhas viciantes contribuem para que você esqueça um pouco da sua vida pessoal e viva um pouco em Ivalice (o mundo do jogo). As músicas são belíssimas.
Batalha Preferida: O chefe Queklain.

04 – Xenogears (Squaresoft – 1998)
Considerado por uma legião de fãs, o game com melhor história de todos os tempos. Focada em religião e filosofia, e passando por temas delicados para a época, como sexo, a história de Xenogears é mesmo fantástica. Mas não é o único atrativo do game, que também possui ótima trilha sonora e jogabilidade, com direito a dois sistemas de batalha (um com os personagens lutando corpo-a-corpo e outro dentro de robôs gigantescos). Também é um dos maiores RPGs do PSX, levando mais ou menos 55 horas para ser terminado sem o cumprimento de nenhuma side-quest. Magnífico RPG!
Batalha Preferida: O chefe final.

03 – Vagrant Story (Squaresoft - 2000)
Chegamos no pódio! Do mesmo criador de Final Fantasy Tactics e FFXII, Vagrant Story é uma obra prima dos games. Perfeito em tudo o que se propõe. A história é maravilhosa, com personagens mais humanos e complexos do que de muitos clássicos consagrados do cinema e da literatura (nunca esqueceremos Sidney Losstarot e sua enorme tatuagem nas costas). Possui um sistema de batalha semelhante ao de Parasite Eve, só que muito aprimorado, os melhores gráficos em tempo real do console também são os de Vagrant Story. Além disso a apresentação do game é impecável, com uma trilha sonora que ainda considero a melhor de Hitoshi Sakimoto. Junte a tudo isso um sistema de criação de armas com possibilidades quase infinitas e você tem um clássico.
Batalha Preferida: Ifrit.

02 – Chrono Cross (Squaresoft – 2000)
Chrono Trigger do SNES conquistou uma gama de fãs gigantesca, que esperaram anos por uma seqüência. Mas como atender às expectativas dos fãs e fazer um game que mantivesse a qualidade do game anterior, que é até hoje um dos games mais cultuados por pessoas do mundo inteiro? Foi com essa pressão que os desenvolvedores de Chrono Cross tiveram que lidar. E tiraram de letra. Chrono Cross não só manteve a qualidade de seu antecessor como o superou e quase todos os sentidos. Agora a história é mais adulta e mais complexa e o sistema de jogo é mais completo. Gráficos espetaculares, som perfeito (da trilha aos efeitos sonoros), 45 personagens jogáveis, múltiplos finais, CGs absurdas e 40 horas de gameplay. Além de desafio na medida certa, o game também conta com um dos finais (o verdadeiro) mais emocionantes de todos os tempos.
Batalha Preferida: Com certeza o chefe Dario! Muito difícil.

01 – Final Fantasy VII (Squaresoft 1997)
Era só questão de tempo até chegarmos nele. O game responsável pela popularização do gênero RPG no ocidente. Cultuado por todos os jogadores de RPGs do mundo. Por isso, é até um clichê colocá-lo na primeira colocação, mas não tenho outra opção. Mas o que faz deste game um clássico de tamanha proporção? FFVII tem alguns dos personagens mais amados dos games. Cloud, Sephiroth, Aeris, Tifa e por aí vai. Esses personagens marcaram a vida de quem jogou este game tanto quanto Jean Valjean pra quem leu “Os Miseráveis”. Hoje em dia, os gráficos parecem envelhecidos e os efeitos sonoros antiquados. Mas não é só tecnologia que faz um game perfeito. Claro que pra época em que foi lançado, o game é lindo, mas o que marcou foi a trama muito bem feita, as músicas, o carisma, os elementos narrativos nunca vistos antes de seu lançamento. Uma obra de arte, feita com alma. Isso define FFVII.
Batalha preferida: Materia Keepper, Emerald Weapon.

Este foi meu Top 10 (12) RPGs PSX. Agradeço ao meu amigo Éd-kun, por me emprestar o Playstation quando o meu estragou, me dando a oportunidade de jogar novamente muitos desses clássicos, que provam que tecnologia não faz um game ser bom, e sim criatividade acima de tudo. Aqui vão mais alguns games, que não entraram no Top, mas que merecem destaque, sem ordem específica: Vandal Hearts, Wild arms, Brava Fencer Musashi, Breath of Fire IV, Koudelka, Legend of Mana, Lunar 2, Legend of Legaia ,Alundra, Persona 2: Eternal Punishment.

• Esta é a postagem Nº 20 do Blog, e é a maior de todas com certeza. Tomara que tenha gostado. Comente! Adoro ouvir opiniões.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Matéria: Games Como Forma de Arte




As pessoas têm preconceito quanto aos games. Criticam com todas as forças, sem conhecer realmente o objeto de suas críticas. Games são sim, uma forma de arte! Uma arte mais marginalizada do que as HQs que também sofrem muito preconceito. A que se deve essa marginalização? Muitos dos adultos de hoje conheceram os games em seus primórdios, quando a sua tecnologia não permitia a realização de uma obra de arte. Muitas dessas pessoas, com o tempo pararam de jogar, e não acompanharam os avanços feitos nesta mídia. Na fase 8-bits era difícil fazer algo com rigor artístico. Os sprites não passavam de quadradinhos na grande maioria dos jogos, e o áudio era muito limitado. Mesmo assim, alguns jogos já se mostravam diferenciados, mais bem trabalhados, mesmo com todas as limitações, como “Metroid” e “Final Fantasy”, que possuíam ótimo design de monstros e cenários, além de trilhas sonoras marcantes.
Na fase 16-bits as coisas começaram a mudar. Muitos jogos mudaram a sua abordagem, alguns passaram a focar-se na trama (Final Fantasy), outros na beleza visual, que passou a ser possível, a exemplo de “Donkey Kong Country”. As continuações de games feitos para o 8-bit amadureceram exponencialmente nesta era 16-bit. Não estávamos acostumados a termos grandes histórias nos games, e Final Fantasy IV mudou isso, nos apresentando uma trama simples, mas com personagens cativantes e momentos emocionantes. E a série viria a se superar ainda nesta geração, com “FFVI”. Mas a era 16-bit ainda não possibilitava coisas como músicas orquestradas ou técnicas de direção apuradas, o que começaria a mudar na fase 32/64-bits.
Nesta geração, um novo horizonte se abriu. O 3D e o uso predominante de polígonos ao invés de sprites tornou possível a movimentação de câmera, aproximando ainda mais os games do cinema. Mais do que isso, esta geração permitia a exibição de vídeos (pré-renderizados -CGs- ou em anime), e trilhas sonoras totalmente orquestradas (estas coisas, principalmente no Playstation). A Square-Enix (na época apenas Squaresoft) mostrou-se precursora das novas formas de se contar uma história. O lançamento de “Final Fantasy VII” abalou o mundo dos games. Um game tecnicamente impecável, com uma trama marcante e profunda, recheado de belas cenas em CG, que popularizou o gênero RPG no ocidente. Além deste a produtora ainda lançou outros grandes marcos dos games como “FF Tactics”, “FFVIII”, “FFIX”, “Chrono Cross”, “Xenogears” (Um dos games com melhor história até hoje, que trata de religião e filosofia), Parasite Eve” e “Vagrant Story” entre outros. O japonês Hideo Kojima tornou-se um ícone da indústria dos games com o lançamento de “Metal Gear Solid” para Playstation em 1998. Game de ação e espionagem que trazia uma trama extremamente complexa e pode ser considerado o game mais cinematográfico até então, devido a direção ousada do próprio Kojima. Enquanto isso no Nintendo 64, a Nintendo lançava “Mario 64” e “The Legend of Zelda: Ocarina of Time, dois games que sempre figuram entre as listas de melhores games da História, principalmente devido a criatividade de design.
Outras empresas menos tradicionais também tiveram oportunidade de mostrar seu trabalho, como a GameArts com “Grandia” para Sega Saturn e posteriormente para Playstation. O Terror também tornou-se possível de forma convincente nesta geração. A Capcom com “Resident Evil” e a Konami com “Silent Hill”, games tão bons quanto muitos filmes de terror. Lara Croft também surgiu nesta época com um ótimo game. Não posso deixar de mencionar o clássico da Crystal Dinamics, Soul Reaver, jogo de ação que possui ótima história sobre vampiros e criativatidade extrema no sistema de jogo. Os amantes da arte em sprites tinham bons representantes também, como o belíssimo “Valkirie Profile” da Enix, um RPG com base na mitologia nórdica.
Na geração 128-bits temos mais dois representantes da série Final Fantasy de qualidade ímpar: “FFX”, “FFXII”. A arte nos games alcançou outro padrão nesta fase. “Ico” e “Shadow of the Colossus” são provas vivas de que games são arte. Foram feitos para serem reconhecidos desta forma. Além disso, o advento do cel-shading trouxe novas possibilidades artísticas. Feito em Cel-Shading, “Okami” é poesia em movimento, talvez a maior obra de arte dos games (no quesito visual), da criativa- e falecida- produtora Clover Studio. “Valkirie Profile: Silmeria” continua firme e forte a série iniciada no Playstation, com uma direção de arte e um esmero desmedidos. Além desses, “Kimgdom Hearts” do genial Tetsuya Nomura, mescla clássicos Disney com Final Fantasy de forma magnífica.
Na atual geração de consoles, representada pelo Playstation 3 e Xbox 360, além é claro dos PCs (o Nintendo Wii é pouco superior ao seu antecessor, o Game Cube, então não considero um console “Next Generation”), praticamente não há limites para a criatividadde, e muita coisa boa já apareceu.
Finalizando, todos esses exemplos provam que os games são, de fato, arte. Antes de criticarem os games, as pessoas poderiam dar uma olhada nesses games que citei (e em muitos outros). Algumas pessoas criticam a violência nos games. Mas a violência é um fator onipresente na arte desde os seus primórdios. GTA por exemplo, é alvo de muitas críticas e proibições, mas eu considero a série a equivalente nos games aos filmes de Quentin Tarantino (Vou ser apedrejado por essa afirmação, mas vejamos as semelhanças: 1º Ambos tratam de violência e de pessoas que a escolheram como forma de vida, 2º Diálogos inteligentes, bem escritos e engraçados, 3º Personagens carismáticos e muito humor negro), mesmo que sem o mesmo apuro visual.

Abra a sua mente.

* Final Fantasy é mencionado diversas vezes por ser referência em história e esmero na produção.
* A imagem no topo desta matéria é uma tela do game "Okami".

segunda-feira, 15 de março de 2010

Matéria: Hitman - Assassino 47 + Filmes baseados em games


Filmes baseados em games, geralmente são ruins.qual seria a causa disso? O material em que são inspirados? Ou seria a preguiça dos preodutores envolvidos em tais projetos? Às vezes um, às vezes outro. Como exemplos temos:1- Tomb Raider- Nos games: tem carisma, e um clima interessante, logo a série daria ótimos filmes se tratados com esmero por parte das produtoras.No cinema: o que acontece, são roteiros falhos e direção ruin, o que estraga algo com potencial, de realmente bom, temos apenas Angelina Jolie. 2- Silent Hill, uma série de games ótimos, com enrredos profundos e muitas vezes superiores a muitos filmes de terror considerados bons. No cinema temos o caso raro de filme baseado em game que foi bem tratado, Roger Avary, vencedor do OSCAR, assinando o roteiro, ótima direção, da surpresa chamada Cristophe Gans, do mediano O Pacto dos Lobos. O resultado de tudo isso foi um filme excelente, considerado a melhor adaptação de um game para o cinema. Tirando esses , temos os aceitáveis(na maioria das vezes) filmes de Paul W.S. Anderson(Resident Evil, Mortal Kombat), e as podreiras de Uwe Boll, o alemão que é odiado pelos fãs de games, já que tudo que ele faz é baseado em algum jogo, e geralmente ele estraga as boas lembranças( às vezes não tão boas, pois ele se baseia muitas vezes em jogos ruins...) dos jogadores.
Em Hitman, o que temos é um caso à parte. Um bom game com muitos fãs ao redor do mundo, mas que a história apenas cumpria seu objetivo, que era de dar um motivo ao jogador para matar alvos específicos com liberdade. Portanto um roteiro baseado em hitman teria que ser bem trabalhado para se tornar um filme bom, e o resultado é relativamente surpreendente. Boa fotografia, algumas boas cenas de ação e diversão descompromissada por um curto(o que é bom) período de tempo. Não é um filme maravilhoso , nem tem grandes atuações. No entanto, ao contrário de quase tudo que li até agora quanto a isso, achei muito boas as atuações, Timothy Olyphant e Olga Kurylenko não vão ganhar nenhum prêmio, mas deram as suas persoagens muito carisma.O roteiro não é lá essas coisas , joga subtramas na história sem motivos às vezes e as resolve rapidamente , não as desenvolvendo profundamente, além de ser confuso.Para os fãs temos referencias excelentes, geralmente envolvendo ângulos de camera que lembram a visão do jogo.
Todas esses pontos fazem de hitman um filme de ação mediano e recomendado, assistí-lo não vai mudar a sua vida nem acrescentar grandes valores morais, mas é um filme pipoca divertido pelo menos.
E permanece a pergunta, o que faz um bom filme baseado em game? A resposta é simples: Os fatores que levam um filme baseado em game ser bom , são os mesmos de qualquer outro tipo de adaptação. Respeito( o que não necessáriamente quer dizer fidelidade absoluta) pelo material em que é baseado e capricho na produção. Fico desapontado com críticos e cinéfilos que desprezam os games como forma de arte. Quantas vezes já li comentários do tipo "A direção deste filme é tão ruin que parece ter saído de um game" Pelo amor de Deus!!! Essas pessoas nunca jogaram Final Fantasy, Kingdom Hearts, Vagrant Story ou principalmente, Metal Gear Solid? Acho que é justamente esse preconceito que faz os filmes baseados em games serem tão abaixo da média. Minhas duas paixões são o cinema e os games e eu acho que deve haver respeito por parte das pessoas envolvidas nesses meios para realizarem bons projetos, afinal os games estão repletos de hstórias ótimas que merecem ser levadas ao grande público.
Desde já, eu lanço o meu palpite: Deposito a minha fé na Disney e no Mike Newell, acho que a melhor adaptação de games para o cinema em 2010 será Prince of Pérsia...é esperar pra ver.
A.B.S.