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sábado, 3 de dezembro de 2011

Grey's Anatomy 08x03 / 08x09





Grey’s Anatomy entrou em hiato. Só em janeiro para termos mais. Há alguns meses escrevi uma postagem sobre os dois primeiros episódios dessa oitava temporada, e deixei claro que tinham me agradado bastante, chegando a parecer com o bom e velho Grey’s que amamos.

Bom, estamos no episódio 09 da temporada, e tenho o prazer de dizer que a série está voltando aos eixos depois da sétima temporada cheia de altos e baixos. Cada episódio é individualmente bom, como costumavam ser lá na 1ª, 2ª e 3ª. Temos personagens voltando a cena, como a mãe de George O’Malley aparecendo em um episódio, o que serviu como um ótimo pretexto para trazer uma nostalgia maravilhosa, e relembrar meu antigo personagem favorito da série.

Vocês se lembram dos antigos episódios no meio da temporada que nos deixavam roendo as unhas, a beira de um colapso? Pois é, eles voltaram. O episódio 08x09 é a primeira parte de algo grandioso dentro da série. Acontece que é o último que sai até o dia 05 de Janeiro. Sacanagem Shonda Rhymes! Fazer a gente esperar dois meses para conferirmos o desfecho de tudo aquilo? O que aconteceu com Henry não era exatamente inesperado, mas não tem como não ficar pelo menos um pouco chocado, e então o episódio acaba com uma cena que lembra muito aqueles finais de episódios como “It’s the End of the World”, ou “Deterioration of the Fight or Flight Response”, na segunda temporada. Mesmo assim, muita coisa aconteceu entre os episódios 02 e 09.

O humor da série está afiado, os personagens estão se encontrando. Eu disse da última vez , que Patrick Dempsey não quer renovar seu contrato depois desta temporada. E até achava que isso seria bom, pois poderia fazer com que a série acabasse. Não me entendam mal, é uma das minhas séries favoritas, mas é melhor que acabe bem do que continue decaindo. Acontece que com a qualidade que esta temporada está demonstrando, vai ser uma pena perdermos Derek Shepherd. Se a série não sair do ar, vamos torcer para Dempsey mudar de idéia.

Enfim, estou contando os dias para o próximo episódio. Fico imaginando o que a Shonda tem reservado para o Season Finale. Se o episódio de meia temporada já está arrasando, imagina o último. Grey’s Anatomy tem tradição em finais de temporada arrebatadores. Aliás, se fôssemos fazer um “Top 10 Season Finale” (boa idéia para uma postagem futura...), a série teria umas três ou quatro posições garantidas.

Mas para finalizar a postagem, só tenho a dizer: Ahh Grey’s... é bom ter você de volta!

* Postagem também presente no blog O Caldeirão Furado

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Séries - Review Grey's Anatomy - Temporadas 1 a 5



Após comprar as cinco primeiras temporadas de Grey’s Anatomy, decidi que quando terminasse de assisti-las, colocaria a minha opinião aqui no blog, inaugurando as postagens sobre séries. Pois bem, assisti há uns dois dias atrás o último episódio da quinta temporada, e vou expressar a minha opinião sobre cada temporada e seus episódios principais e depois darei um veredicto sobre a série, no geral, até onde eu assisti.

Primeira Temporada (9 Episódios)

Esta temporada é a mais curta da série, possui apenas nove episódios (eram 14, mas a produtora resolveu migrar os cinco últimos episódios para a segunda temporada), e serve como uma base para o que viria nas temporadas seguintes. Aqui somos apresentados a personagens excepcionais, médicos chamados de internos, que são médicos no seu primeiro ano de trabalho após a faculdade, com carisma de sobra. São eles:

Meredith Grey: Interpretada por Ellen Pompeo, a protagonista da série.

Derek Shepard :Patrick Dempsey, o par romântico de Meredith, um neuro-cirurgião.

Cristina Yang: Sandra Oh, uma médica brilhante, mas que tem muita dificuldade em demonstrar seus sentimentos.

Preston Burke: Isaiah Washington, um cirurgião cardiotorácico que acaba se apaixonando por Cristina.

Richard Webber e Miranda Bailey: James T. Pickens Jr. E Chandra Wilson, respectivamente. São os chefes, mas mesmo assim muito queridos.

Isobel Stevens: Katherine Heigl, uma linda ex-modelo de lingerie, e por este motivo, muitos duvidam da sua habilidade como médica. Sempre alegre e vibrante.

Alex Karev: Justin Chambers, aparentemente um cara bruto e vulgar, com o tempo vai mostrando suas qualidades e se tornando um dos personagens mais legais da série.

Georgie O’Malley: T.R. Knight, tem sérios problemas de auto-confiança, se apaixonou por Meredith a primeira vista.

Eles aos poucos vão se tornando muito queridos, com destaque para George O’Malley, que com certeza, é meu personagem favorito. Durante esses nove episódios somos apresentados também aos dramas de cada personagem, que são muito humanos e mostram a que a série veio. Mesmo sem ter um Season Finale espetacular (teria, se tivessem tido 14 episódios, já que desta forma o episódio correspondente seria “Bring The Pain”, o famoso episódio em que George faz a cirurgia no elevador), a primeira temporada agrada muito, e é mais do que suficiente para cativar e nos deixar viciados em procedimentos cirúrgicos pelas temporadas posteriores.

Segunda Temporada (27 Episódios)

Nesta, as coisas ficam mais sérias. Os casos ficam mais interessantes, os romances dos protagonistas se tornam muito mais envolventes, deixando claro que a série não se trata de vulgaridades e Love Stuff, e sim de humanidade. A segunda temporada inaugura também algumas coisas que se tornariam padrões daqui pra frente, como os ”Episódios Crise” (como eu os chamo), que são episódio lá pelo meio da temporada, onde os acontecimentos vão muito além da normalidade levando o Seattle Grace Hospital a crises sem precedentes. Geralmente são episódios magníficos, cheios de tensão, que nos fazem ficar grudados na tela (muitas vezes em estado de choque). Outro padrão que se cria aqui não é positivo. Trata-se de episódios de muita calmaria, onde nada de realmente importante acontece por um tempo. Mas essa calmaria nunca dura muito, e mesmo o mais pacato dos episódios de Grey’s Anatomy traz momentos emocionantes em alguma hora. As atuações também se tornam maravilhosas nesta temporada, com momentos dignos do OSCAR (caso se tratasse de um longa metragem) de praticamente todo o elenco. O destaque vai para Katherine Heigl, a atriz que é muito criticada por suas atuações nos filmes que faz, prova que seu problema não é falta de talento, e sim escolher muito mal seus trabalhos. Aqui, ela protagoniza alguns dos momentos mais emocionantes de toda a série, provando que com bons textos ela consegue entregar atuações nada menos que brilhantes.

Terceira Temporada (25 Episódios)

Começa com um episódio incrível que mostra o passado dos personagens. Novos personagens ganham destaque, outros entram em cena, e alguns saem. Os roteiros dos episódios alcançam a perfeição, tornando tudo verossímil e emocionante, com direito a dois episódios com subtramas e personagens secundários tão bons que renderam outra série de sucesso (Private Pratice). As atuações são novamente maravilhosas. Somando tudo isso, temos a melhor temporada até aqui. Mesmo o Season Finale sendo mais fraco que o anterior, é ainda belíssimo, e não é exagero dizer que as atuações são mais impressionantes do que a maioria dos filmes premiados pela academia do OSCAR, não tirando o brilho desta temporada.

Quarta Temporada (17 Episódios)

A quarta temporada é marcada por inúmeras mudanças. Boa parte dos nossos queridos internos agora são médicos residentes, o que trás a cena novos internos, entre eles a irmã de Meredith Grey, Lexie, que se instala como uma das mais belas, carismáticas e queridas personagens da série. Mesmo sendo mais curta que as duas temporadas anteriores (foi feita durante a greve dos roteiristas), mantém o padrão de qualidade bem alto da série. Além disso possui dois “Episódios Crise” (“Crash Into Me” parte 1 e parte2) muito bem produzidos.

Quinta Temporada (24 Episódios)

A mais fraca até aqui, o que não quer dizer muita coisa, já que é excelente também. Conta com episódios muito bons intercalados com alguns muito parados. Mesmo assim, temos novidades interessantes na trama e um novo personagem muito bom em particular, Owen Hunt, um doutor que volta da guerra no Iraque, com uma personalidade forte e muitos problemas emocionais causados pelos traumas da guerra (há um trocadilho nesta frase que só quem assistir vai perceber). Nesta temporada temos saídas importantes do rol de personagens em um Season Finale chocante, que engana o espectador de forma inteligente, que pouco antes de seu desfecho entrega todas as informações necessárias para que matemos a charada, e mesmo assim, não percebemos até a revelação paralisante.

Concluindo

É a série mais bem escrita da televisão. Humor. Roteiros dignos de grandes produções da indústria cinematográfica. Elenco destruidor, atuações brilhantes. A trilha sonora acompanha a qualidade, com nomes fortes da música aparecendo entre os episódios, como Coldplay, The Fray, Snow Patrol entre outras (uma curiosidade, os nomes dos episódios são, com exceção de um episódio, nomes de músicas famosas). Nenhuma série na ativa é capaz de prender a atenção como Grey’s Anatomy, de nos chocar, fazer com que nos importemos com os personagens. A cada episódio, temos um mix de sentimentos, cada um nos emociona de uma forma diferente. Mal posso esperar pra minha sexta temporada chegar, ainda mais com os relatos que correm pela internet de que os dois últimos episódios desta temporada são os melhores da série. Se o melhor ainda está por vir, sinceramente, não há medida para a minha expectativa.

NOTA: 10/10